Resenhas de jogos de RPG Maker – e coisas relacionadas

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Nota

Mapa do Jogo

Recentemente passei a ler um livro muito interessante sobre jogos eletrônicos chamado Mapa do Jogo. O livro é o resultado de um projeto de pesquisa subsidiado pelo CNPq e teve como objetivo analisar os games enquanto campo teórico e suas possibilidades. Diversos autores fizeram parte do projeto, que foi organizado por Lucia Santaella e Mirna Feitoza. A seguir, a sinopse:

Passou o tempo em que os games significavam apenas uma brincadeira infantil. A evolução tecnológica dessa mídia tem sido tão veloz e sua emergência como fenômeno de cultura, de estética, de linguagem e, claro, de entretenimento, tem alcançado tamanha amplitude que sua presença se nota marcante nos mais diversos meios acadêmicos – da computação gráfica à engenharia elétrica, da crítica literária à semiótica. A interdisciplinaridade solicitada pelos estudos dos games garante não somente sua presença em diferentes campos, mas também a intensificação de discussões e inter-relações entre eles, seja para o alcance de suas mediações tecnológicas ou sociais. Com o objetivo de contribuir com essas discussões, esta obra apresenta ensaios do ponto vista semiótico, educacional, estético, narratológico, epistemológico, que trazem reflexões a respeito de questões emergentes da cultura digital. Trata-se de uma referência para os estudiosos desta cultura e de outras tantas que nem desconfiam, por enquanto, da riqueza desse novo gênero para a melhor compreensão de seu campo de atuação.

O livro é dividido em cinco partes, que se propõem a estudar cada aspecto dos games. Na primeira parte, intitulada “Games: emergência de um campo teórico”, define-se o escopo de jogo, considerando-se inclusive a variante não eletrônica. Os aspectos de interação e imersão são mencionados.

Na segunda parte (“Games e construção da linguagem”), estuda-se a linguagem característica dos games e sua estrutura narrativa. Um jogo (Shenmue) é analisado como exemplo.

A terceira e mais extensa trata da estética dos games, e como os mesmos podem ser relacionados com a arte. Podem os videogames serem tratados como obras de arte? Os games são uma extensão da literatura? Essas e outras perguntas são respondidas nesta parte – “Games e estética”.

A quarta parte (“Games e mediações culturais”) fala sobre a semiótica dos video-games e do mundo dos MMORPGs.

A quinta e última parte, chamada “Games e educação”, dá um panorama geral sobre o ensino de game design no mundo, com especial menção à situação brasileira.