Resenhas de jogos de RPG Maker – e coisas relacionadas

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Zu

Já comentei a respeito do concurso Make A Game, Win A Game. Comentei a respeito de dois de três jogos que lá estavam. Deixei Zu para um post próprio porque achei-o melhor que os outros dois. E de fato, este foi o jogo que venceu o concurso. Nada mais justo, portanto, que haja um post só para ele.

Nota: baixei uma versão antiga do jogo, bem antes do autor atualizá-lo em 01/06/2013.

Introdução

Após mostrar os logos da Enterbrain, a tela de título apareceu e escolhi “Novo Jogo”.

Simples e prática

Tela Título do jogo

Finalmente… Finalmente eu tive coragem pra fazer isso. Eu nunca imaginei que um dia eu passaria por algo desse tipo. Eu, porquê eu?

Mas não depende só de mim… Isso é necessário, eu preciso fazer. Ela não pode contar com mais ninguém, eu sou a única pessoa que ela tem e jurei pra ela que iria ficar tudo bem…

E ele? O que ele é? De onde ele veio Ainda me intriga saber como foi que ela o conheceu, mas entendo que motivos ela poderia ter…

Quantas pessoas ele já visitou? O que será que houve com elas? Eu não gosto de imaginar isso. Também não gosto de imaginar o que ele é capaz de fazer.

Abrir mão de algo importante… Não é um preço tão grande. Eu estou bem, eu estou bem. Vai dar tudo certo…

Esta screen não possui nenhuma legenda apropriada

Não consigo descrever muito bem o que acontece, mas algo se quebra e estou num lugar com pedras e colunas voadoras. Seria um sonho?

Esse sujeito me lembrou Bleach

“A porta está trancada”, ele dirá.

Senhor Exposição

Caminho para o sul e encontro um sujeito sentado numa pilastra. Ele parece o Toninho do Diabo.

Toninho: Olá.

Viro-me para falar com ele.

AllanOlá. Quem é você? (Off: Fan-art do personagem)

Toninho: A questão não é quem sou eu. E sim quem você é. (Misterioso ele)

Allan

AllanO que você quer, então?

Toninho: Sempre fazendo as perguntas erradas. A questão é o que VOCÊ quer.

AllanNão estou entendendo.

Toninho: Você não deve me entender. A única coisa que você deve entender é que isso não se trata de mim, nem dele, e sim de VOCÊ.

Toninho: “Mas eu continuo sem entender”, você está pensando. Não precisa se preocupar, pois eu posso te ajudar a entender VOCÊ.

Toninho: A caixa. Você está com a caixa, e você está na caixa. Você se lembra, não é? É claro que sim. Pelo menos disso, sim.

Toninho: Você gostaria de aprender a usar a caixa?

Toninho: A caixa é onde você está, e a caixa é o você carrega. Não apenas isso, a caixa também tudo aquilo que ele é e o que ele tem.

Toninho: A caixa é um mundo feito de memórias, lembranças e sentimentos. Aqui é onde vive tudo aquilo que ele pegou.

Toninho: Mas isso me inclúi. Mas você, diferente de mim, não é apenas uma vaga lembrança apagada pelo tempo. Não.

Toninho: Mas você não está só na caixa. Você também está com a caixa.

Vem pra caixa você também!

A Caixa

Toninho: Você foi convidado, e como convidado você pode utilizar das artimanhas que a caixa lhe oferece.

Toninho: Para utilizar os recursos da caixa você deve pressionar X, e então poderá acessar o Menu.

Toninho: Dentre as opções disponíveis você poderá acessar o Menu Principal, onde contará com as informações principais de seu interesse.

Toninho: Você também poderá acessar o menu de Evolução, onde poderá utilizar pontos de Luz para aprender novas habilidades.

Toninho: Sim, estas habilidades serão importantes. Você enfrentará diversos perigos por aqui, mas ao superá-los eles te fortalecerão.

Toninho: Você aprenderá mais com o tempo, por enquanto isso basta. Eu lhe darei um Livro que irá lhe auxiliar com informações de utilidade.

Toninho: As páginas deste livro serão preenchidas quando houver necessidade. Você saberá quando e com o que serão preenchidas.

Toninho: Para visualizar o livro, pressione a tecla S quando estiver no menu da caixa.

AllanAgradeço a sua ajuda.

Toninho: Disponha, e até breve. Talvez.

Direções

E ele desaparece, me deixando sozinho. Caminho a esmo, enfrento um monstro e encontro uma garotinha.

Estou perdido!

“Ao nordeste você encontra as cavernas. E agora estamos nas Ruínas.”

Por algum motivo continuo andando a esmo e encontro uma porta trancada. Descubro que não dá pra ir a leste. E mais a sudoeste encontro uma caverna.

<3

Dentro da caverna, este sujeito é importante.

O nome do mascarado ensolarado é Solo (não confundir com Han) e ele ensina como fabricar itens. Dois itens aparentemente inúteis, como uma raiz e um bulbo por exemplo, podem se juntar e criar um item que seja útil de verdade. Há a ressalva de que se os itens não forem compatíveis, perco ambos. O único que consegui fabricar foi uma Urna Vital (Raiz + Urna).

Saio da caverna e sigo para oeste. Há uma ponte que tento atravessar, porém sou morto por um monge do mal, mostrando claramente que eu não deveria estar ali ainda.

Segundo Gameplay

Um pouco mais esperto desta vez, encontro na caverna um cristal que possui muita luz (100 pra ser mais exato).

Com esse tanto de luz, aprendo as seguintes habilidades: Punho Astral, Pulso Energético e Vampirismo. As descrições das habilidades você encontra no jogo, vamos então ao aspecto prático delas.

Punho Astral é uma ótima habilidade, pois não gasta MP e é possível utilizá-la em um turno. Pulso Energético é um pouco melhor, porém gasta MP e não sei se é elemental. Vampirismo será mão na roda quando o HP não estiver lá em cima.

Não achei necessário fazer grinding nas Ruínas, pois o próximo mapa me obrigará a isso – mas quem quiser, fique à vontade.

O Lago

O objetivo aqui é derrotar umas criaturas sinistras pra acordar o sujeito que está dormindo no meio do lago. Espere muitas batalhas aleatórias. Os monstros necessários para serem derrotados ficam escondidos em pequenas esferas, como é possível ver na figura a seguir:

9324324612 monstros mortos, chego até aqui.

A esfera acima à esquerda do protagonista ativa um boss.

No lago encontrei Cajado Vital, 3 Raízes, 3 Bulbos, 3 Talos, 2 Urnas e Manto Negro. Não há muito o que dizer desta parte, então quem quiser ver uns vídeos, é só clicar neles logo abaixo:

Admirem minha técnica!

Fanart minha do Allan batendo num Siren.

O Dorminhoco Acorda

Dorminhoco: Eu… Eu… Estive dormindo por tanto tempo… Foi a melodia desta árvore que me adormeceu? É claro… uma prisão de tranquilidade…

Dorminhoco: Vivi em uma prisão de tranquilidade que reprimiu meus impulsos… Mas agora eu fui libertado…

Dorminhoco: Tenho fome… Tenho muita fome… Devorar tudo, este é meu propósito…

Mentira, eles caíram na porrada!

E assim ambos comemoraram o despertar comendo pizza

Após devorarmos uma pizza de calabresa, a árvore me chamou pra bater um papo com ela.

Nem foi a árvore que falou comigo, foi esta sombra...

Sombra: “Obrigado por me encontrar”

Sombra: Por favor, ouça a minha história faça com que eu possa descansar em paz.

Tudo o que eu queria era poder fazer com que se orgulhassem de mim. Isso era o mínimo que eu deveria oferecer. Mas eu não tinha talento. Eu não havia nascido para isso. Como poderia então? Como poderia fazer com que se orgulhassem de mim? Eram todos melhores. Eles me pressionavam, faziam com que eu me sentisse lixo. Uma ferramenta quebrada, sem propósito. Todos eram bons. Todos eles, todos os que me cercavam. Eu sentia como se aquele não fosse meu lugar. Mas era o meu dever. Como? Como eu conseguiria? Então a resposta veio e eu vi a minha luz, minha salvação. Ele me ofereceu o que eu não poderia ter sem minha ajuda. O dom da música. Eu pude escolher entre a oportunidade arriscada e incerta ou o  sofrimento certeiro. Eu escolhi a oportunidade. Eu aceitei, eu busquei e eu encontrei. Encontrei o que eu tanto procurava. Agora eu poderia mostrar meu valor, e dar orgulho aos meus pais. Mas algo mudou. Eu não era mais o mesmo. Algo faltava em mim, mas eu não sabia o que era. Agora eu sei… porque sou o que se perdeu. Sou a lembrança de minha humildade. Busquei o orgulho como propósito, e perdi o meu caráter. Perdi o que faz parte de mim. Não fui mais a mesma pessoa. Não soube mais o meu propósito. Tive o que procurei, mas perdi algo que nunca poderei recuperar. Eu mesmo.

Ganhei a Lira da Lamentação (sem relação com o Muro) e de quebra uma melodia pra eu tocar em momentos importantes.

Qualquer coincidência com Full Metal Alchemist é mera semelhança.

Uma lembrança

Acabo descobrindo que o protagonista quer sacrificar suas lembranças pra deixar de ter um corpo físico e conseguir o que quer – seja lá o que for o que ele quer. O que faz pensar que o jogo se passa numa realidade astral ou mundo dos sonhos.

A melodia do desenho é possível de ser tocada no jogo, de cima pra baixo.

Interrompemos o post para mais uma fanart.

Nova Melodia

Estando bem mais forte do que da primeira vez que fui lá, sigo para oeste. Atravesso a ponte, derroto uns monstros… Até aí nada de mais. Faço isso até chegar numa árvore rosa:

Prepare-se para mais diálogo

Árvore Rosa

Lutador de Luta Livre: TOYA!

LLL: Eu sou Toya, o grande músico das terras de Leste à Oeste. Vejo que você tem um magnífico Instrumento Musical em suas mãos. Se você aceitar ser meu aprendiz, poderei te ensinar uma melodia especial, capaz de abrir portas. Com ela você poderá abrir portas que não precisam de uma melodia própria. Mas só te ensinarei se você vencer o meu desafio.

Tal desafio: tocar a música que Toya mandar três vezes. Não é nada muito difícil (aham), bastar prestar atenção nas notas que ele indicar.

Após isso, há uma porta trancada ali perto e toco a melodia, mas nada acontece. Há outra porta perto, mas o mesmo resultado se repete. Tento tocar perto das estátuas… O que funciona é uma porta no outro mapa, perto da garotinha que indica as direções. Entro na caverna recém aberta e ganho 100 pontos de luz e Anel Astral. A seguir, toco minha lira mais uma vez e uma sombra aparece…

Obrigado por me encontrar. Por favor ouça a minha história faça com que eu possa descansar em paz. Tudo o que eu queria era que me notassem. Eu era despercebido, tratado como uma mera sombra que rastejava pelos cantos. Eu não tinha amigos. Eu não conseguia me comunicar com as pessoas e com o mundo ao meu redor. Havia algo errado comigo. Como eu poderia aliviar meu sofrimento? Eu não podia contar com ninguém, não conseguia contar com ninguém. Me ignoravam. Eu pensei que aquele era meu destino, não ter ninguém… não ser ninguém. Mas quando eu menos esperava, uma luz surgiu. Ele veio a mim, se escondendo na escuridão exatamente como eu me escondia dos outros. E então me ofereceu a oportunidade de mudar. Eu não hesitei. Eu queria mudar, eu queria deixar o sofrimento de lado. Fazer amigos, me comunicar… me sentir feliz. Aceitei correr os riscos e lutei com todas as minhas forças que me restavam para atingir o meu objetivo. E eu consegui. Mas algo estava errado. Eu me sentia estranho, como se tivesse poder mas não o quisesse. Eu havia perdido algo importante. Eu não sabia mais o que era tentar amar. Tudo o que sentia era apatia, nojo e desprezo. Mas as pessoas vinham até mim agora… Mas agora eu sei. Eu sei quem eu sou,  e sei o que perdi. Eu me lembro de quem eu era.

Ganhei a Chave da Indiferença, que me permite… conversar com estátuas. Porque as pessoas deste mundo são meio doidinhas, então nada melhor do que conversar com objetos.

E agora, mais flashback…

Me lembrou Final Fantasy VIII

“E se eu a perder?”

Conversando com Estátuas

Logo ao sair da caverna, há uma estátua mais à direita. Ela exige um item que vem do oceano (coral). Ela lhe responde: “No primeiro passo, a queda é inevitável pois o SACERDOTE irá lhe derrubar.”

Na verdade isso é um puzzle mui interessante em que as estátuas arredondadas dão respostas para o que as estátuas alongadas exigem como pergunta. Isto é, as alongadas perguntam o que as arredondadas respondem.

A estátua arredondada perto da saída oeste exige um talo e lhe diz: “No segundo passo, a queda será suave pois um ser ANGELICAL irá te segurar”.

Mais abaixo, dentro de uma caverna, uma estátua arredondada exige uma pedra e lhe diz: “A luz que não se apaga na escuridão é acesa pelos PEIXES.”

À oeste, no mapa rosa, a estátua arredondada exige uma raiz. Ela lhe diz: “O homem que caminha pela chuva não abre mão de sua CARTOLA.”

Voltando ao mapa anterior, perto da primeira estátua, há outra alongada que exige “CARTOLA” como resposta. Ela diz uma melodia que o fará abrir a porta que está atrás dela.

A Lua

Dentro da caverna, encontro um vendedor de itens. Sei lá por que um vendedor estaria trancado numa caverna cheio de itens mas foi isso que aconteceu:

A Lua

Mono

Fiz algumas compras e por algum motivo achei que Solo fosse ter alguma informação sobre o cabeça-de-lua, mas não teve nada de interessante. Talvez não sejam conhecidos afinal.

(Continua…)

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Make a Game, Win a Game

Houve um concurso na Projeto RPG Maker há um bocado de tempo chamado Make a Game, Win a Game. A idéia desse concurso era criar um jogo no RPG Maker VX Ace usando as limitações do Ace Lite (a versão demo do programa). Portanto os jogos teriam de se adequar às seguintes limitações: (mais…)